quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Samba de roda

Samba de roda é uma variante musical mais primitiva do samba, originário do estado brasileiro da Bahia, provavelmente no século XIX.
O samba de roda é um estilo musical tradicional afro-brasileiro, associado a uma dança que por sua vez está associada à capoeira. É tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado principalmente por canto e palmas.

Origens:O samba teria surgido por inspiração sobretudo de um ritmo africano, o semba, e teria sido formado a partir de referências dos mais diversos ritmos tribais africanos. Note-se que a diversidade cultural, mesmo dentro da raça negra no Brasil, era bastante notável, porque os senhores de escravos escolhiam aleatoriamente seus indivíduos, e isso tanto fez separarem tipos africanos afins, pertencentes a uma mesma tribo, quanto fez juntarem tipos africanos diferentes, alguns ligados a tribos que eram hostis em seu continente original. Isso transformou seriamente o ambiente social dos negros, não bastasse o novo lugar onde passariam a viver, e isso influenciou decisivamente na originalidade da formação do samba brasileiro, com a criação de formas musicais dentro de um diferente e diverso contexto social. O Samba de roda também é muito semelhante com o jongo

Curiosidades:Samba é uma palavra provavelmente procedente do quimbundo semba e significa umbigda, empregada para designar uma dança de roda popular no Brasil. Músicas essas dançadas pelos escravos e que desenvolveram-se-se em uma área que vai desde o Maranhão até São Paulo. Receberam, em cada Estado brasileiro, um nome diferente e um jeito diferente de ser tocadas. Dos nomes e das ramificações desse ritmo africano temos hoje o tambor de crioula no Maranhão; o bambelô no Rio Grande do Norte; o coco, o milindo, o piaui e o samba no Ceará e na Paraíba; o coco de parelha trocada, o coco solto, o troca parelha ou coco trocado, o virado e o coco em fileira em Pernambuco; o samba de roda e o batebaú na Bahia; o jongo, o samba-lenço, o samba-rural e o samba de roda em São Paulo; o caxambú, o jongo, o samba e o partido alto no Rio. Desde 1870, o cruzamento de influências entre o lundu (origem africana), a polca, a habanera, o maxixe e o tango começou a produzir um tipo de música que tendia ritmicamente para o samba. Há muitas variantes de samba por todo o Brasil. O samba paulista é famoso pela dança de solista em centro de roda e tem como instrumentos as violas, os adufes, os pandeiros. No Rio de Janeiro o samba era inicialmente dança de roda entre os habitantes dos morros. Foi daí que nasceu o samba urbano carioca, espalhado hoje por todo o Brasil, e que tem como instrumentos padrão o tamborim, o violão, o pandeiro, o cavaquinho, a cuíca, o surdo, as caixas etc.

8 comentários:

  1. Mto massa este blog de voceis...
    Parabens pela iniciativa...

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  2. http://www.oskarasdoconhecimento.blogspot.com/
    http://quadrilha-show.blogspot.com/
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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. O Blog ficou muito bom, Parabéns, bom começo...

    o meu blog nao esta na postagem de Orley, entao la vai...

    www.rodrigo.igor.blogspot.com

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  5. Postei o blog errado acima, eh:

    www.rodrigo-igor.blogspot.com

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  6. mayara:
    esta muito bonito e com conteudo
    parabens

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  7. Danças Folclóricas
    Desde a mais alta antiguidade, a dança esteve sempre presente. Entre os povos não letrados existe uma série de danças, como as de caça, de máscaras, guerreiras, nupciais, de iniciação, fúnebres, medicinais, de colheitas, religiosas, lúdicas, etc.
    As danças folclóricas existem em quase todos os países do mundo. Muitas delas são ligadas a manifestações de culto. Outras evocam fatos épicos, acontecimentos dignos de serem periodicamente rememorados como exemplos de coesão social. Outras servem de atos propiciatórios, ou a tarefas de trabalho coletivo, ensinando a alegria da cooperação. De qualquer maneira, apresentam incomparável valor folclórico, visto que conjugam os mais diversos aspectos da vida cotidiana, associando a música ao gesto, à cor, ao ritmo, ao sentido lúdico e utilitário, à graça dos ademanes e aos atributos da resistência física em manifestações de saúde, alegria e vigor.
    A dança, pode-se dizer, é um fato folclórico completo, pois possui todas as suas principais características. É a manifestação espontânea de uma coletividade, sendo portanto coletiva e aceita pela sociedade onde subsiste. Tem como cenário normal as ruas, largos, praças públicas e possui estruturação própria através da reunião de seus participantes e ensaios periódicos. As danças brasileiras, não só pela quantidade e variação, como pela sua freqüência, são as expressões mais fiéis de nosso espírito musical.
    Classificação:
    As danças folclóricas podem ser classificadas coreograficamente, conforme o número de participantes, em: solistas, quanto existe um só dançador, como no frevo; de par enlaçado, como a valsa; de par solto, como a chimarrita, podendo haver aquelas em que o par se enlaça e se separa conforme as marcações, ex.: ciranda, quadrilha.
    Algumas danças, como as primitivas, são de roda, pois nelas os participantes fazem roda, ficando o dançador ou o par no centro, como no caso do samba de roda ou batuque. Existem ainda as que, sendo de par, os pares giram em roda, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, como o jongo. Existem também as de fileiras em que os dançadores se colocam uns atrás dos outros em duas filas que se defrontam, como na dança de São Gonçalo.
    Quanto à motivação as danças podem ser:
    Religiosas: Santa Cruz, São Gonçalo, Cururu.
    Funerárias: Axexê.
    Mímicas: quando os dançadores imitam alguma coisa.
    Lúdicas: como as danças de roda das crianças.
    Profanas: Fandango, Quadrilha, Jongo, Batuque, Coco.
    Guerreiras: como Congada, Mouros e Cristãos.
    Dramáticas: Cheganças, Maracatu, sendo algumas também de cortejo.
    Quanto à movimentação, elas podem ser: tranqüilas, agitadas e frenéticas, sendo do último tipo as danças mágico-religiosas dos ritos primitivos, com os do candomblé.
    As danças folclóricas geralmente são acompanhadas por instrumentos ou conjuntos instrumentais e por palmeados e sapateados, sendo que em algumas delas enquanto se canta não se dança e noutras os tocadores não dançam.
    Nada melhor do que uma dança folclórica para traduzir, num esboço, a fisionomia típica de certa época ou de certa sociedade. É, pois necessário que as danças brasileiras sejam mais estudadas e protegidas a fim de defender do esquecimento nossas tradições populares.
    Folclore Brasileiro / Nilza B. Megale- Petrópolis: Editora Vozes, 1999.

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  8. Aqui é o Calebe da quadrilha, eu queria saber quem foi o fundador do Samba de Roda...
    No seu blog não fala, eu procurei na internet e não achei...Se saber me manda por cometário no meu ou seu blog...pliz

    Valeu seu blog está com bastante informação...
    Coloca umas fotos do samba de roda...
    Eu nem imagino como seja o traje do Samba de roda, porque voce não posta fotinhaws?

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